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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Politeama


Teatro Politeama. Fonte: atlas.ufba.br

Após incêndio, as ruínas do teatro deram lugar, depois de algum tempo, aos projetos de D. Henriqueta Martins Catharino, voltados para formação e auxílio de mulheres. O Instituto Feminino da Bahia permanece no local, com três belos museus: Museu Henriqueta Catharino, com as artes decorativas do lar, ao gosto do início do século XX; Museu de Cultura Popular, com interessantes objetos de origem portuguesa, indígena e afro-brasileira; e Museu do Traje e do Têxtil, com a moda do século XIX e da primeira metade do século XX.



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Teatro São João (extinto)


http://www.dezenovevinte.net/


Movimento na porta do teatro.
Fonte: Renascença, Bahia, abr. 1920.
Movimento na porta do teatro.
Fonte: Renascença, Bahia, ago. 1920.
Projeto do italiano Filinto Santoro para o remodelação do Teatro São João,
que passaria a chamar-se "Teatro da Independência" (não executado).
Fonte: Renascença, fev. 1921.
O Teatro São João é demolido em 1926.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Teatro São João

Nem sempre funcionava o Teatro, por falta de artistas, embora fosse da preocupação da presidência da Província oferecer aos habitantes de Salvador bons espetáculos. Às vezes contratavam duas companhias, uma dramática, outra lírica. Em ocasiões menos felizes, podia o governo contratar uma companhia teatral que jamais chegava a Salvador, embora já tivesse recebido polpudas somas, através dos cônsules brasileiros na Europa.

Quando, entretanto, eram oferecidos quaisquer gêneros de espetáculos na cidade, estes mereciam bastante freqüentadores. Embora as peças apresentadas fossem péssimas traduções de comédias francesas ou dramalhões portugueses, o Teatro estava sempre repleto.O cenário e o vestuário dos atores eram dos mais pobres, mas a freqüência permanecia sempre expressiva, pois não havia muitos divertimentos, de nível intelectual ou cultural, na cidade.

Tanto Maria Graham como Wetherell são unânimes na afirmativa de que o prédio do Teatro, ou a Ópera, como o denominaram, era um belo edifício, magnificamente situado, com vista para o mar, muito confortável, tanto para os espectadores, como para os atores. As filas, de camarotes estavam bem distribuídas, tendo cada um, à sua frente, uma pequena grade. Assim os atores podiam ser vistos de qualquer parte da platéia. Existiam boas salas de espera, como as de intervalo, bem mobiliadas e iluminadas.

A indiscreta Mrs. Graham completa esse quadro com as informações adicionais de que os cavalheiros e damas esqueciam o palco (“maus atores, menos maus cantores, orquestra tolerável”) e riam, comiam doces e tomavam café, como se estivessem em suas casas. Dia acidentado esse em que Mrs. Graham escolheu para ir à Ópera: um capitão do exército, diz ela, foi preso e expulso da platéia, por ser batedor de carteiras, ou por usar de linguagem imoderada. Um dos guardas-marinha, companheiro de viagem de Mrs. Graham, teve sua espada roubada com habilidade, enquanto encostada no canto do camarote.

Anna Amélia Vieira Nascimento

NASCIMENTO, Anna Amélia Vieira. Dez freguesias da cidade do Salvador: aspectos sociais e urbanos do século XIX. Salvador:EDUFBA, 2007.