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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Capela do Corpo Santo


http://www.igrejas-bahia.com/salvador/corpo-santo.htm

Ano da Redenção do mundo de 1711.

Demandava a barra de Todos os Santos um navio de comercio do qual era capitão e proprietário encanecido marujo, castelhano de nacionalidade. Pedro Goncalves, assim se chamava. Ao demais fervoroso católico, e senhor de pingues haveres.

Rija Tempestade desencadeara-se, cavando na face do oceano profundos vales,e solevando engrimpadas colinas franjadas de espuma. O mar, escabujando em desmedida furia, agora arrastava a nau para os sorvedouros hiantes, e logo impelia para o fastígio dos vergalhões tremendos, como se fôra leve jangada.

Debalde o experimentado mauta aproava o seu baixel para o canal que levaria ao interior do golfão, escapando assim à cólera da tormenta. O leme, porem, não fazia mais o seu ofício. O marouço baldeava-lhe o convez de popa á proa, de estibordo a bombordo, arrancando as obras mortas, varrendo tudo quanto nas suas impetuosos rajadas ia topando.

Estava perdido! As ondas desenfreadas atiravam-no para cima de enrocados parcéis, jacentes cerca do fortim de Santo Antonio. Se, porem, à embarcação faltava o leme e as velas, ao capitão a fé em Deus não faltava, e, rendido de joelhos, mãos postas e olhos ao alto, invocou a proteção do milagroso santo do seu nome. Que intercedesse ao Senhor, por si e pelos seus companheiros em tão doloroso transe.

Assim deprecava os céos, quando pêla proa do desgovernado navio, agitando-se nas aguas convulsionadas, diviza um frade da sagrada religião de São Domingos, tendo à dextra um círio aceso. Sem raciocinar um momento siquer sobre a incongruência do que via, deliberou imediatamente socorrer o dominicano, êle que a salvação da própria vida tinha tão duvidosa áquele instante para o que, empregando a fatigada tripulação audaciosos esforços fez arriar um bote, no qual se meteu. Assim que a pequena embarcação tocou a crista das vagas, a borrasca amainou repentinamente, ao tempo em que o frade desaparecia como por encanto.

Reconhecendo então o milagre que o seu bem-aventurado homônimo operara, êle e toda a maruja, tomados do mais radiante júblio, genuflectiram sobre a coberta, dando graças ao Altíssimo pêla mercê das próprias vidas, que por intercessão do seu glorioso servo São Frei Pedro Gonçalves lhes fizera. Não foi menor a surpresa, nem menos intensa a alegria de que se possuíram os navegantes, vendo a desmantelada embarcação, misteriosamente propelida, ir dar ao litoral da cidade, nas proximidades da igreja matriz da Conceição a Praia.

Desembarcou o velho nauta no mesmo sitio, e foi ter ao casebre de uma velha africana, comprando-lhe o terreno que ocupava. Conseguida a indispensável licença do diocesano, meteu ombros á fábrica de uma ermida votada ao santo dominicano, e no espaço de curtos meses, - tanta diligência pusera na obra, - seu vulto, com uma vela acesa à mão, segundo o vira pordavante da sua nave a soçobrar, erguia-se no altar. Além do valioso patrimônio que para manutenção do culto instituiu, vinculou mais à capelinha grande extensão de marinhas, obtidas em sesmaria do governador da colônia.

No frontispício do pequeno templo votivo gravou Pedro Gonçalves os algarismos da éra do milagre e da construção; e na proa do navio, reparadas as injúrias do vendaval, fez insculpir o venerando simulacro do seu bemventuro compatrício.

Por largos anos foi a igrejinha termo de devotas peregrinações de marinheiros que, acossados pelas tempestades, recorriam cheios de fé á intervenção do milagrosos santo, por cujo favor viam salvas as vidas do abismo pelágico, indo por fim, sob céo bonavençoso, largar as ancoras nas águas quietas da imcomparavel bahia.

Ahi está como explica a lenda (inserta na Memória sobre o Estado da Bahia, de Francisco Vicente Viana) a fundação da capela do Corpo santo, que muita gente supõe dedicada a São José, e que, de 1736 a 1756, enquanto se construía a actual igreja da Conceição da Praia, serviu de matriz da freguesia, sendo remodelada em 1903 pelo intendente Freire de Carvalho.

Segundo li no curioso trabalho de J. Teixeira Barros, Epigrafia bahiana (in Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, no. 51), o cronograma 1711, que aparecia na fachada da pristina capela, memorava a administração de João Gomes Ribeiro Vianense, seu fabriqueiro, ou coisa semelhante. Donde se infere ser a construção anterior àquela data, contrariando assim a lenda, que vae sofrer mais a seguinte contestação. O terreno em que se elevou a igrejinha pertencia naquele tempo à família Cavalcanti d’Albuquerque, havendo sido primitivamente de Tomé de Souza, fundador da Bahia, e, pois, o capitão do navio não podia tel-o comprado á africana; nem obtido sesmarias na marinha da cidade, que de há muito já estava toda sesmada, da Ponta do Padrão á de Monserrate.

Perguntar-me-ão: Porque igreja do Corpo Santo, e não de São Pedro Gonçalves, se este é o seu padroeiro? Abro, para lhes responder, o Ano Cristão, do jesuíta francez padre Croiset, obra em quinze volumes, traduzida e ampliada pelo padre Matos Soares, professor do Seminário do Pôrto, e, nas comemorações do dia 15 de abril encontro menção a São Pedro Gonçalves Telmo. Este e São Frei Gil de Santarém, o lendário frade portuguez, tido vulgarmente por nigromante, são os dois únicos bem-aventurados, ambos dominicanos, que passaram á posteridade com o seu designativo de sacerdote regular junto ao de eleito do Senhor.

Diz o Ano Cristão:

“Este santo tem o seu nome estreitamente ligado á nossa aventura marítima, pêla devoção que lhe tinham os marinheiros que das praias lusitadas se faziam ao mar imenso, em demanda das terras da India ou de Santa Cruz. Quando a tormenta uivava, vergando as enxárcias da nau gemente, a tripulação invocava o seu patrono, clamando: Sant’Elmo! Sant’Elmo”

Dahi o chamar-se ainda hoje fogo de Sant’Elmo, ou simplesmente santelmo, á chama azulada que, quando está iminente a tormenta, fosforeja na extremidade dos mastros ou das vergas das embarcações. É esta a origem de se chamar popularmente ao nosso bem-aventurado – Corpo Santo, porque, quando via a lucilação elétrica, a marinhagem, na sua simplicidade, julgava que era o próprio santo que vinha socorrel-a, e clamava alvoroçada de esperança: - Corpo Santo! Corpo Santo!

Pode-se conjecturar o seguinte, relativamente á fundação da capelinha em apreço, desaceitando por completo a tradição. Pôrto frequentadíssimo era o nosso, desde o nascimento da cidade, não só pelas embarcações que do Reino o buscavam por ponto final da sua navegação, mas também dos que arribavam, ou escalavam em direitura ou retorno do Rio de Janeiro, Santos, Ilha de Santa Catarina, Rio da Prata, portos do Mar Pacifico, costas oriental e ocidental de África, India, China, Molucas e Japão, era mui natural que a gente do mar houvesse construído a igrejinha, dedicando-a ao santo, - extraordinariamente venerado pelos marujos portugueses, segundo vimos, como também pelos castelhanos, e que sempre foi representado com uma vela acesa á mão direita, - para lhe agradecer os favores recebidos, ou suplical-os, independentemente do milagre supra. Ainda mais, o inventor da lenda, ignorando ser o santo invocado pelos marujos nos seus momentos de angustia, faz o capitão seu devoto, parece, por amor da identidade dos nomes, e não como patrono dos navegantes.

Também no Recife houve uma igreja do Corpo Santo, hoje demolida, no bairro comercial, e que já existia por ocasião da conquista holandeza, em 1630. Eu penso que a nossa não é muito mais nova. Em todas as povoações marítimas de Portugal existiam confrarias de Santo Elmo.

São Frei Gonçalves Telmo, castelhano, aparentado da família Teles de Menezes, viveu nos séculos XII e XIII, sendo tio do lendário São Gonçalo de Amarante, tão venerado aqui na Bahia, em dias passados.

Para concluir, uma fábula sinonímica do fogo elétrico, além dos termos Santelmo, Fogo de Sant’Elmo e Corpo Santo que já mencionei. É esta: - Helena, Fogo de Santa Helena, Hermes, Fogo de Hermes, Fogo de São Pedro e Fogo de São Nicolau ( O “sacro Nicolau” de Camões [Os Lusiadas, canto V, LXXIV], também considerado patrono dos marinheiros. Como Santo Erasmo). Isso não se encontra em obra rara, ou de difícil consulta, Não. Vem simplesmente na terceira edição do dicionário de Candido Figueiredo.

 João da Silva Campos, Tradições Baianas, 1930, p. 138-142.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Capela do Corpo Santo

Foto: Marcel Gautherot 1952. Acervo IPHAN.

Há a lenda e há história… E como sempre acontece, a segunda acaba, cientificamente, vencendo os erros e exageros da primeira. A lenda é tragédia e é milagre…

” Corria o ano 1711. O mar beijava a fralda da montanha sobre que está a Bahia sobre que está a Bahia e a religião dominava os povos e os indivíduos. O espanhol Pedro Gonçalves – era um homónimo do piedoso santo…” – “capitão de um navio e dono de grande fortuna lutava perto da barra da Bahia de Todos os Santos, em seu galeão contra a fúria de horrorosa tempestade.

Já desenganado de vencer os elementos, no transporte do desespero e, ao mesmo tempo iluminado da Fé, antes de render-se, ajoelha-se sobre a tolda de seu galeão, de que para sempre se ia desligar e exclama em seu auxilio o nome de São Pedro Gonçalves. E de momento vê a proa da embarcação, um monge dominicano que parecia prestes a ser tragado pelas ondas, trazendo uma vela acesa na dextra. Esquecendo-se de sua situação e compadecido daquele que se lhe afigurava vítima das ondas, lança-se-lhe o velho marinheiro, para salva-lo no bote, mas... o religioso tinha desaparecido e, com ele, a tempestade! Reconhecendo, então, o milagre, ajoelha-se Pedro Gonçalves, na tolda do seu galeão, com toda a tripulação a render graças ao Senhor dos Ventos e dos Mares; e saindo desse estado de consolada alegria, vê com grande surpresa que o seu baixel, desarvorado na luta, abicava à praia.

Desce a terra e dirigindo-se a uma cabana coberta de palha, habitação de uma preta velha africana, entra com esta em negociações e dentro em pouco, sem mais formalidades, lhe é trespassado o domínio daquela propriedade. Dias depois reúnem-se ali alguns operários; pouco tempo mais tarde acha-se pronta a Igreja, que recebe uma Imagem de São Pedro Gonçalves tendo na mão direita uma vela acesa como fora visto pelo marinheiro, que no frontal da capela mandou escrever a data daquele prodigioso acontecimento e esculpir a imagem daquele patrono em um navio.

Em seguida, dotou a Igreja e alcançou dos Governadores grandes extensões de marinhas para engrossar o patrimônio da mesma”. E, completa Vicente Viana onde encontramos a lenda: “Essas terras eram propriedade da família Cavalcanti de Albuquerque, herdada de Tomé de Souza que fundou a próxima igreja da Conceição da Praia, elevada a freguesia em 1623. A Capela do Corpo Santo, de 1736 a 1765 serviu de matriz durante a edificação do atual templo da Conceição”.

Ora, a lenda de São Pedro Gonçalves ou Corpo Santo tem imemorial origem identificando-se com superstições de homens de mar e crendices de pagãos. Vejamos, por imparcial, a lição de um culto sacerdote e escritor do século XVIII: “Corpo Santo é um termo dos homens do mar. É a exalação luminosa que os meteorologistas chamam Castor e Pollux. De ordinário aparece esta exalação sobre os mastros e outras partes do navio e os marinheiros imaginam que esta luz é o Corpo do seu advogado São Pedro Gonçalves que os vem consolar e por isso gritam – SALVE, SALVE, SALVE, O CORPO SANTO".

E, continua o sábio Bluteau: “Castor e Pollux" -- é uma espécie de meteoro, a modo de fogo errante, labareda e estrela volátil, que nas grandes tormentas costuma aparecer sobre os mastros ou outras partes das naus. Chamaram-lhe 'Castor e Pellux porque dizem que sobre as cabeças destes dois irmãos aparecera esta luz, na célebre nau dos Argonautas, que navegava para a Colchida. Faz Hygino menção desse sucesso, fabula 14, intitulada, – “Argonautae  convocati” – dizendo -“Castor te Pellux Jovis Ledae accidisse scubiter. A isto acrescentaram outros autores que logo depois de aparecer esta luminosa exalação cessara a tormenta o que moveu os mareantes a terem estes irmãos em tanta veneração que ornavam com suas figuras, os seus navios e os invocavam como Deuses do Mar. Escreveu Plinio que essa luz se chamava Stella Castoris".

E a crença pagã encontrou um dia, acolhida dos cristãos… Passou essa superstição gentílica “a uma notável devoção que uns mareantes têm a São Helmo ou Telmo, ou a São Pedro ou a São Nicolau, como os pilotos italianos e outros, particularmente os portugueses a São Pedro Gonçalves, seu advogado nas Tormentas, crendo que, nas ditas exalações, que correm pelas vergas e mastros em tempos procelosos, é o Santo que os vem visitar e consolar…”

Curioso: “e afirmam que, quando aparecem nas partes altas, duas, ou três ou mais daquelas exalações, que é final, que é final, que lhes dá bonança; mas se aparece uma só, pelas partes inferiores, anuncia naufrágio; e tão crentes estão nisso que, quando aquelas exalações aparecem sobre os mastereus sobem os marinehiros acima e afirmam que acham pingos de cera verde mas (adverte Diogo de Couto) eles nem os trazem nem os mostram”.

E a explicação: “Deixadas estas e outras superstições e observações supersticiosas a razão física do feliz pressagio destas luzes, segundo Estevam Chauvin, é que a liberdade que logram é indicio de que as nuvens que carregam sobre elas, se desfizeram e que se vai abrindo o Céu para restituir a serenidade aos ares, e ao mar, a bonança. . .”

Santo Elmo contraiu-se em Santelmo e Diogo de Couto, nas “Décadas”, diz Santo Anselmo. A Bluteau, porém, pareceu mais provável “a derivação que lhe da Cabarrublas no seu “Tesouro" dizendo que SANTELMO vale o mesmo que Santo Erasmo – abreviando Erasmo em Ermo e corrompendo Ermo em Elmo. E juntamente diz que houve dois santos desse nome, São Erasmo, bispo e mártir em Capania, cuja festa se celebra a 2 de junho; e S. Erasmo, mártir em Antioquia, cuja festa se celebra a 25 de novembro". E, adiante. “Qual destes dois Santos Erasmos seja o que invocam os mareantes, quando chamam por SANTELMO, não é fácil averiguar, tanto mais que imagina o vulgo dos mareantes que Santelmo é o próprio nome do Santo que invocam.

E, em varias partes da Espanha, particularmente em Guiposcoa, Biscaia, e na cidade de Tuy, em Galiza, os Pilotos e marinheiros celebram com grande solenidade a festa do dito Santo que tomaram por seu protetor e defensor nas tormentas". Adverte ainda Diogo de Couto que “naquela luminosa exalação veneram os mareantes portugueses a São Pedro Gonçalves, acudindo todos ao convés a salva-lo e dizendo com grandes gritos: SALVE,SALVE, o CORPO SANTO – e nessa mesma luz veneram os mareantes estrangeiros e Santelmo”.

A “exalação” tem a sua explicação cientifica: fogo fatuo, fogo de Santelmo, penhacho luminoso que devido a eletricidade atmosférica aparece nas extremidades dos mastros e das vergas dos navios ou nos filamentos dos cabos; “feu follet, dú a l'electricité atmospherique, apparaissant parfois la nuit, par temps sombre ou oraguex, aux extrémités des mats ou des vergues d`un navire”.

Identificaram-se, também os mareantes da Bahia Colonial, com o culto a São Pedro Gonçalves ou Corpo Santo. E, cabe, agora, retificar a lenda ao fazer de 1711, a origem da piedosa invocação numa ermida da praia da cidade.

Em recente trabalho, que lemos no Instituto Histórico, sobre a fortaleza que foi devida em hasta pública – a de Santo Alberto, primeira desse nome -- vimos que, pelo menos em 1673, quando ocorreu aquele evento, é constantemente citada a Igreja do Corpo Santo, bem perto do propugnáculo transformado por Domingos Pires de Carvalho em trapiche. E, recuando, daquela data, quarenta e três anos, revelam os documentos, que já em 1630, a cidade tinha, a sua Confraria do Corpo Santo. Numa escritura de aforamento, de sete de Outubro daquele ano, é a Confraria outorgante de sessenta e dois palmos e meios de chãos – entre os mais que lhe pertenciam, – sitos nesta cidade, “ao longo da rua e caminho que vai dos Guindastes para a Ladeira, para a Praia, a banda do poente da dita rua, e partem da banda do Norte com chãos de Estevão de Brito Freire; e do sul com Pedro Gonçalves de Mattos; e do nascente com a dita rua pública e caminho que vai dos ditos Guindastes da praça para a praia e chegam até o meio da ladeira, da banda do poente e do mar e partem pelas ditas confrontações”, ao cidadão Antonio Fernandes. Eram então, dentre outros, mordomos e oficiais da Confraria, Diogo Lopes de Ulhoa, o capitão Francisco Fernandes e Diogo de Leão…

Antonio Fernandes, foreiro dos chãos “que estão indo para a praia junto ao guindaste novo de Pedro Gonçalves de Mattos” desejou arruar… A 19 de novembro de 1632 o Procurador da Câmara Tomaz Pires e o medidor da Cidade, Manuel Giz, compareceram ao dito sitio para cumprir o requerido “deixando a rua junto ao Guindaste de 28 palmos: e da outra banda de 29". Ao morrer em 1649 declarou em testamento seu herdeiro universal, ao Mosteiro de São Bento, com a obrigação “de medirem húa capela todos os annos", dos rendimentos da Casa que deixara.

Num auto de posse de 2 de dezembro de 1648 identificamos as casas pertencentes ao Padre Frei Hyacinto, que as herdou de seu pai, Diogo João Preto - “casas que são as do canto da banda do Corpo Santo".

Claro, pois, que a Igreja do Corpo Santo e também a sua Irmandade não nasceram em 1711, como deseja o relato lendario citado.

Quanto ao Pedro Gonçalves, que recebeu no momento do perigo a assistência do seu piedoso orago, e é dado como iniciador da Capela ainda hoje mesmo mutilada, existente, homem poderoso e influente, poderia ser identificado com esse, de 1630, proprietário do Guindaste novo, por extenso, Pedro Gonçalves de Matos?


Luiz Monteiro da Costa
O Hospital Marítimo e a Confraria do Corpo Santo.
In: Revista do Instituto Geográfico e Histórica da Bahia, nº 86, 1976/77, p. 27-39.

Fachada posterior da capela que fica de costas para o mar,
perto do Elevador Lacerda, na entrada do Bairro do Comércio.
Foto: Marcel Gautherot 1952. Acervo IPHAN.
Cristo, oleogravura de Conegliano -
comuna italiana da região do Vêneto, província de Treviso.
Foto: Edgard Antunes 1951. Acervo IPHAN