Porque há muito mais para conhecer sobre a história e cultura da primeira capital do Brasil. Precisamos popularizar o conhecimento que, felizmente, vem sendo amplamente recuperado e/ou produzido em institutos públicos e privados e nas universidades (toda contribuição é bem vinda aqui). Cidadão, estudantes e educadores soteropolitanos, este espaço é para vocês. Turistas também são muito bem vindos.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
terça-feira, 3 de abril de 2012
Largo do Pelourinho - Praça José de Alencar
Assim, a partir dos anos 80 do século XX, costumou-se referir ao Centro Histórico de Salvador, reconhecido em 1985 pela Organização das Nações Unidas, através da UNESCO, como patrimônio cultural da humanidade. Mas Pelourinho é a designação popular da, oficialmente, Praça José de Alencar.
O nome popular remonta a ultima localização do instrumento de punição que antes localizou-se na Praça Municipal e no Terreiro de Jesus, por exemplo.
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| Rugendas projetomemoria.art.br |
Lembrando que não servia para punição de escravos negros apenas, mas de qualquer criminoso cuja exposição e castigo público visava intimidar a população que assistia, para não repetir os atos que levaram para ali o condenado. Claro que, como em todo processo de justiça desta imperfeita humanidade, houveram muitas injustiças e exageros. Claro que a grande maioria dos que ali chegaram foram negros e escravos. Felizmente, foi extinto o objeto de tortura.
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| Rugendas historiabrasileira.com |
O nome oficial homenageia o grande romancista brasileiro que também foi político, jornalista, advogado, orador, crítico e dramaturgo, José de Alencar (1829-1877).
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| Praça José de Alencar, ou Largo do pelourinho. O casarão azul é a Fundação Casa de Jorge Amado e o amarelo é o Museu da Cidade, mantido pela prefeitura. Fonte: Robson Mendes, AGECOM. |
O largo foi formado a partir da demolição de uma das mais antigas fortalezas de proteção da capital colonial, cujos vestígios podem ser vistos num dos casarões do SENAC, onde atualmente funciona parte do Museu da Gastronomia (antes, Museu das Portas do Carmo).
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Fonte: MATTOS, Waldemar. Evolução histórica e cultural do Pelourinho.
SENAC, Rio de Janeiro, 1978.
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A região do "Largo do Pelourinho" foi a única que escapou das intervenções urbanísticas e arquitetônicas que buscaram adaptar o centro mais primitivo da cidade, erguido sob o modelo medieval português, aos novos padrões urbanos de higiene e estética, de influência principalmente francesa, que atingiram toda a extensão que vai da Praça Castro Alves até o Terreiro de Jesus, em grandes obras ocorridas entre o final do século XIX e o início do século XX.
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| Foto: Luciano Batista. Década de 70. |
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| Década de 70. |
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| Década de 70. |
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| Foto Dilton José 17.07.1975. |
Por isso, seu destaque desde a década de 70, quando, ao mesmo tempo que se apontava a mudança do centro administrativo e comercial da cidade para terrenos mais planos e amplos (com mais espaço e menos problemas para inovações), iniciavam extensos estudos e discussões políticas em torno da necessidade de preservação do patrimônio arquitetônico histórico, e da urgente intervenção restaurativa, já que avançava o processo de abandono e arruinamento, com frequentes incêndios e desmoronamentos.
O "Pelô" manteve-se com ares coloniais porque a aristocracia local, quando deixa de ser essencialmente agrária para ser comercial, modificada principalmente após a abertura dos portos, que atraiu negociantes de diversas regiões da Europa (1808), repudiou a forma de habitar e negociar da região, que foi sendo desvalorizada.
Os mais ricos se fixavam em novos núcleos urbanos (entre o Campo Grande e a Barra e na região do Bonfim e Itapagipe), e como seus ideais servem sempre de inspiração para a "classe média", esta, de forma menos pomposa, busca se adequar para se sentir com o mesmo grau de "dignidade social". Afinal, a aristocracia deixou como legado no antigo centro urbano não só a arquitetura, mas seus muitos ex-serviçais escravos, que foram sendo libertos em massa a partir de 1871 até 1888. Libertos e abandonados à sorte, miséria e exclusão social. Então, cada vez mais o Pelourinho servia à moradia e trabalho dos menos abastados aos mais pobres e miseráveis, até tornar-se uma espécie de "gueto" no antigo centro da Salvador de meados do século XX.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Pelourinho...Pelô (Praça José de Alencar)
Da antiga Metrópole brasileira ressalta a área do Pelourinho, ou simplesmente Pelourinho, que não denomina apenas a praça José de Alencar — mas também as ruas que ali confluem e outras, adjacentes.
O nome de Pelourinho aparece como significativo do conjunto que se situa no coração da cidade, entre o Terreiro de Jesus e o Carmo. Aceitou-se — a crescente extensão semântica de seu significado original.
Integra o Centro Histórico de Salvador, outrora, ponto de convergência da aristocracia e da elite cultural, onde se encontra o acervo de arte mais importante da época colonial, tombádo pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artlatico Nacional — IPHAN.
O Largo do Pelourinho, lápide memorável das lutas flamengas, resultante da demolição de cerca de dois terços do Castelo das Portas do Carmo, encerra mais de quatro séculos de história, entremeada de episóiodis dramáticos.
O erudito escritor português, Santos Simões, conhecedor dos núcleos culturais implantados por seu país em ultramar, evoca, com ternura no seu livro Azulejaria Portuguesa no Brasil (1500-1822), Lisboa, 1965:
"Quem se aventura na exploração da velha Bahia, iniciando a excursão em 5. Francisco, depara com a rampa suava que conduz ao Pelourinho. De todas as perspectivas urbanas do Salvador est? é a mais conhecida e publicada, porquanto conserva todo o caráter dos tempos históricos, quando a Bahia era a capital. Nenhum outro local se parece mais com a paisagem urbana portuguesa e dificilmente o forasteiro português acredita estar a tantas milhas, por exemplo, do 'Paço dos Negros' em Lisboa ou da 'Ribeira do Porto'.
Além do casario de variegada arquitetura e das silhuetas a fachada das igrejas do Passo ou do Carmo, ajuda poderosamente ao conjunto e fachada da igreja da irmandade de Nossa Senhora do Rosário, privativa dos negros do Salvador".
O nome das ruas, a despeito da variação dos batismos oficiais, conserva-se como no tempo da colônia. “O povo resiste à deturpação arbitrária de suas tradições. Rebe!a-se inconscientemente”. E continua a chamar os arcaicos logradouros com as designacões primitivas: Terreiro de Jesus, Portas do Carmo, Maciel, São Francisco, Laranjeira, Tabuão e Passo.
No depoimento de Wladimir Alves de Sousa, o Pelourinho, “pequena cidade dentro da cidade, representa um património da cultura americana que urge preservar".
MATTOS, Waldemar. Evolução histórica e cultural do Pelourinho.
SENAC, Rio de Janeiro, 1978, p. 11.
SENAC, Rio de Janeiro, 1978, p. 11.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Carmo, Passo, Boqueirão, Santo Antônio
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| http://www.1000dias.com/ |
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| Logo no início da ladeira, do lado esquerdo, há no fundo da rua um dos casarões históricos mais interessantes e ricos do período colonial. |
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| Casa das Sete Mortes, pertencente a Casa Pia dos Órfão de São Joaquim e tombada pelo IPHAN em 1943. Foto: Ana Góis, 2010. |
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| Rua do Passo. Foto: Ana Góis, 2010. |
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| Igreja do Santíssimo Sacramento à Rua do Passo (e a famosa escadaria que aparece no filme "O Pagador de Promessas") |
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Largo do Carmo_1982_A Tarde
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| Foto: Marisa Vianna. |
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| http://www.cidteixeira.com.br/ |
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| Ao longo do bairro, os cafés e restaurantes das pousadas, com vista para a Baía, proporcionam um gostoso fim de tarde, contemplando um lindo pôr do sol. Foto: Revista Muito. |
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| Largo do Boqueirão, onde fica o templo católico de N. S. do Boqueirão. http://www.cidteixeira.com.br/ |
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| http://www.1000dias.com/ |
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| http://www.1000dias.com/ |
| Foto: Ana Góis, 2007. |
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| http://www.1000dias.com/ |
| Foto: Ana Góis, 2009. |
| Foto: Ana Góis, 2009. |
| É tão bom quando patrimônio histórico é restaurado e disposto à sociedade. Foto: Ana Góis, 2007. |
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| Jhonas Araújo |
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| Foto: Ana Góis, 2009. |
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| Foto: Ana Góis, 2009. |
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